Em um mundo cada vez mais conectado, o envio de dinheiro entre países deixou de ser um processo moroso e caro. A combinação entre migração, comércio digital e inovação impulsionada por fintechs tem remodelado o mercado de remessas globais.
A Dimensão Econômica das Remessas
As remessas representam fluxos financeiros globais vitais para milhões de famílias e países em desenvolvimento. Segundo o Banco Mundial, a América Latina recebeu US$ 142 bilhões em 2022, um crescimento de 9,3% sobre o ano anterior, ficando atrás apenas do Sul da Ásia, que somou US$ 163 bilhões.
Além de reforçar o consumo e o investimento em educação, saúde e pequenos negócios, as remessas servem como um verdadeiro seguro para famílias em crise. Em muitos países, o montante chega a superar o investimento externo direto e a ajuda internacional.
Panorama das Remessas no Brasil
O Brasil não é o maior receptor na América Latina, mas vem registrando recordes históricos desde 1995. Em outubro de 2025, as remessas de pessoas físicas chegaram a US$ 393,90 milhões, acima da média histórica de US$ 210 milhões mensais.
No âmbito da balança de pagamentos, essas entradas são classificadas como transferências de renda de migrantes e exercem papel relevante no setor externo do país, ao lado de transações correntes, fluxos de capitais e investimento estrangeiro direto.
Remessas ao Exterior e Comércio Internacional
O comércio digital e o consumo internacional também se beneficiam das remessas, especialmente via o Programa Remessa Conforme (PRC), que regula envios postais de baixo valor. Em 2025, chegaram quase 15 milhões de pacotes ao Brasil por mês, com apenas 3,4% tributados.
Em maio de 2025, a unificação da alíquota de IOF em 3,5% para operações com cartões impactou diretamente os custos das compras internacionais, reforçando a importância de entender as mudanças tributárias antes de enviar ou gastar dinheiro no exterior.
O ambiente macroeconômico reflete integração crescente: em outubro de 2025, o Brasil registrou exportações de US$ 31,97 bilhões, importações de US$ 25,01 bilhões e um saldo positivo de US$ 6,96 bilhões. Esses números mostram como fluxos financeiros e comerciais se complementam.
Fintechs e a Transformação Digital
Nos últimos anos, instituições financeiras digitais conquistaram o topo do ranking de transações de remessas do Brasil ao exterior, superando players tradicionais. Essas soluções destacam-se por experiência digital totalmente online e custos reduzidos.
- Contas digitais multi-moeda
- Cartões internacionais com menores tarifas
- Transferências com spread cambial reduzido
- Onboarding 100% online e suporte em tempo real
O uso de tecnologias como blockchain e infraestruturas modernas permite que remessas cheguem em minutos, mesmo fora do horário bancário e em finais de semana.
Construindo uma Estratégia Eficiente
Para aproveitar as vantagens oferecidas pelas fintechs e garantir rapidez e economia, siga algumas práticas:
- Compare taxas e spreads entre diferentes plataformas;
- Aproveite promoções e programas de fidelidade;
- Envie remessas em dias de maior liquidez cambial;
- Monitore os limites de isenção e tributação aplicáveis;
- Utilize contas digitais multi-moeda para reservas e pagamentos futuros.
Essas ações ajudam a reduzir custos e minimizar riscos cambiais, tornando o processo ainda mais vantajoso.
O Futuro das Remessas Internacionais
O mercado global de remessas está em franca expansão, estimulado por migrações, comércio eletrônico e inovação fintech. Soluções baseadas em criptoativos, inteligência artificial e plataformas abertas podem acelerar ainda mais esse movimento.
O Brasil, embora ainda abaixo dos maiores receptores, mostra-se ágil em adotar essas tecnologias. A valorização do real e a crescente adoção de contas digitais indicam que os cidadãos estão cada vez mais abertos a experimentar alternativas mais baratas e rápidas.
Conclusão
As remessas internacionais deixaram de ser processos burocráticos e caros para se tornarem operações rápidas, econômicas e seguras. A tecnologia, em especial as fintechs, tem papel central nessa transformação, reduzindo custos e acelerando prazos de forma significativa.
Adotar boas práticas, comparar ofertas e entender o ambiente tributário são passos cruciais para potencializar os benefícios dessas inovações. Assim, famílias, empresas e economias inteiras podem aproveitar uma rede global de transferências cada vez mais conectada e acessível.